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Sim... seu corpo vive a contemplar meus anseios
Drenando fruto dessa luxúria que corrompe
Escárnio de todos preconceitos
Libertação da alma , sensação sem nome


Êxtase profano
Elucide-me este pecado
Me exima do mundano
E deixe somente o sagrado












Por: César Henrique Kopp

 
 
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Noite, irmã da Razão e irmã da Morte,
Quantas vezes tenho eu interrogado
Teu verbo, teu oráculo sagrado,
Confidente e intérprete da Sorte!

Aonde são teus sóis, como coorte
De almas inquietas, que conduz o Fado?
E o homem por que vaga desolado
E em vão busca a certeza, que o conforte?

Mas, na pompa de imenso funeral,
Muda, a noite, sinistra e triunfal,
Passa volvendo as horas vagarosas...

É tudo, em torno a mim, dúvida e luto;
E, perdido num sonho imenso, escuto
O suspiro das cousas tenebrosas...


Antero de Quental

 
 
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Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia 
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias


À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.


Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

 
 
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Eu nasci de uma semente quebrada, eu cresci para me tornar uma erva não
desejada
Quanto mais rápido o tempo me excede, um pouco mais difícil é para me
lembrar....de você.

Segurava uma tocha para você quando um raio me atingiu, mais uma vez, espero
que eu morra pela ultima vez.
Tenho apenas uma coisa mais importante que você, uma pequena luz no
céu toda noite.

Orvalho da manhã no campo onde encontrei você.
Eu estava congelado por um ano, não conseguia suportar.
Tenho um sinal, e não uma cicatriz, no meu ombro, eu não sou o homem
que você me toma por.

Se apaixonou pela fraqueza dentro de mim.
Tentou me forçar o anel e me dominar.
Acredito que você achou o que me obriga, uma pequena versão de mim para te consumir...
Eu daria tudo de mim por você,
te seguiria pelo jardim do e
squecimento.
Se ao menos eu pudesse te contar tudo, as pequenas coisas que você
nunca se atreveria a me perguntar.

Você realmente me conhece? Eu posso ser um Deus.
Mostre-me que se importa e chore.
Como você me vê?... como o único?
Consegue ver meu sangue quando estou sangrando?
Como você pode amar este exílio, e como eu posso te desejar?
Quando minha dor é a minha dor e a sua também...