Picture
Noite, irmã da Razão e irmã da Morte,
Quantas vezes tenho eu interrogado
Teu verbo, teu oráculo sagrado,
Confidente e intérprete da Sorte!

Aonde são teus sóis, como coorte
De almas inquietas, que conduz o Fado?
E o homem por que vaga desolado
E em vão busca a certeza, que o conforte?

Mas, na pompa de imenso funeral,
Muda, a noite, sinistra e triunfal,
Passa volvendo as horas vagarosas...

É tudo, em torno a mim, dúvida e luto;
E, perdido num sonho imenso, escuto
O suspiro das cousas tenebrosas...


Antero de Quental

 
 
Picture
 
 
Picture
Um dia....
 
Mais um dia...
 
Um dia como todos outros
 
O que fazer nesta tarde triste e fria
 
Se não morrer de tédio aos poucos?

Escrita por: César Henrique Kopp
 
 
Picture
Se um pingo de dor faz isso comigo


O que será de mim quando chover?


Serei eu só uma poça no caminho?


Ou um céu nublado em meio ao entardecer?
César Henrique Kopp


 
 
Picture
Você não pode escapar de si mesmo 
Não adianta procurar palavras para acalmar seu tormento 
Você pode se ouvir susurrando, mas não ouve meus gritos 
Vive em meio aos seus conflitos e esquece do meu sofrimento 

Seus problemas te perseguem 
E além de te machucar, também me atingem 
Pois somos só um corpo, uma alegria, uma dor 
Pois somos o amor, somos o fim e a origem 

A verdade pode ser devastadora 
Você se aperta em um canto tentando se entender 
Mas não se assute, venha cá e me dê sua mão 
Para tudo há uma razão, para tudo há um por quê
A cura para si mesmo está ao seu , diga algo que me acalme

Minha calma é sua calma
E juntos, superaremos
E derrotaremos
Todos os tormentos
Que afligem nossas almas

Por: César Kopp

 

[ Fato ]

01/20/2010

0 Comments

 
Picture


Fato é fato
Muitas vezes consumido
Se de fatos às vezes faço
Talvez seja só um suspiro
Talvez algo consumado

Se faço o que eu fiz
Fiz porque faria
Se não faço o que eu quero
Mora em casa agonia
 
Faço o fato acontecer
E, de fato, não sei por que fiz
Mas fazer algo de novo
Sempre deixa eu mais feliz
 
 
Picture
A fúria dos seus pecados
Cometidos em sã consciência
Fazem de minha demência
Teu servo, teu escravo


Pétalas do teu destino
Vão de encontro ao tormento
Eu, passando em um momento
De homem para menino


Caio de joelhos ao chão
Implorando uma carência
E de novo, essa demência
Corrompe meu coração
 
 
       Me encontro na Catedral do Anjos. Lugar onde almas que foram atormentadas pelos jogos da vida encontram paz para suas aflições e medo. 

Lugar onde os cantos ecoam como se fosse imagem bela, resplandecendo em um espelho de vida e cor. As trombetas anunciam a chegada de mais uma alma, que agora encontra destino próspero e eterno. 

As lembranças frias e escuras se apagam como se nunca tivessem existido e resta somente a paz no resto daquilo que chamamos de vida.
Picture
 
 

- Decadência -


Se eu despertasse agora faria alguma diferença?
Ou seus sentimentos já mortos continuariam a sugar minha inocência?
Você se importou quando eu precisava me sentir importante?
Ou simplesmente nega que a falsidade vive em seu coração negro?
Suas palavras e meias verdades corromperam o que havia de bom
Suas incertezas destroíram o meu coração que era puro
Sua presença envenenava-me dia após dia
Corroendo minhas veias que agora sequer possuem vida
Deixei-me levar pela aparência da perfeição
Disfarçada em corpo esplêndido
Que escondia um pedaço de sombras
Fez de mim um jogo que tinha seu nome estampado
Brincou com sua malícia até que que cansasse
Jogou-me fora após perceber que era velha demais para brincar
E sentindo-me como lixo fui largado na solidão.
Picture