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FALSIDADE HUMANA

Um sorriso amargo, um abraço falso
Uma face moldada frente a outras vontades
Um suspiro interno que em prantos se esconde
Coberta por frases de meias verdades

Tanto fingimento, tanta falsidade
Devo procurar um amigo, mas que amigo?
Que há de ser realmente sincero comigo
Em meio às ruas desta cidade?

Por César Kopp

 
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Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia 
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias


À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.


Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

 
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Pela janela vejo os carros com seus cavalos galopando

Passeando pela floresta de pedra e pelo campo sujo

Deixando seu rastro de poeira cinza

Bebendo água dos rios de gasolina

Que insistem em governar meu mundo

Escrita por:César Henrique Kopp
 
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Quero acordar sem essa tristeza
Quero sair e saber para onde vou
Quero ser realmente quem sou
Somente uma garota indefesa

Quero tirar essa sensação ruim
Quero livrar-me dessa dor constante
Quero sentir-me ás vezes importante
E não pensar somente no fim

Quero um objetivo que me motive
Quero um beijo que seja sincero
Quero um amor que seja eterno
E uma felicidade que eu nunca tive

Quero um abraço reconfortante
Quero um susurro ao meu ouvido
Quero correr alguns perigos
E viver a vida por um instante

Quero uma noite de lua cheia
Quero um vinho em um cálice
Quero uma música que não acabe
E conseguir ouvi-la inteira

Quero tantos quereres e nada faço
Quero também uma resposta inteira
Quero que ela diga uma maneira
Pro meu querer ser só passado

Escrita por: César Henrique Kopp
 
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Eu preciso ir além
Das coisas em que acredito
E quebrar meus preconceitos
Começar a viver
Fugir um pouco de mim
Não ser assim, tão "perfeito"


Preciso valorizar a vida
Sentir um pouco de emoção
Sair dessa mesmice
Que me ataca todo dia
E me enche com a razão


Preciso da irracionalidade
Da loucura, da demência
De um pouco de aventura
Fugir da sanidade
E encontrar a tal loucura

 
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Só uma lembrança pode abalar
As correntes que me prendem nesse chão
Incumbido de uma vida alienada
Em busca de um propósito, uma razão

E é a memória de criança
Que retoma o que há de belo
Na alegria de um olhar
E de um sorriso tão sincero

Queria esquecer de como é ser adulto
E voltar a olhar pra cima inocente
Tentando entender as coisas da vida
E porque tudo é tão diferente

E hoje vivo uma vida fria
Que ás vezes me ilude
Que me ameaça me entregar
A tão sonhada plenitude