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Se um pingo de dor faz isso comigo


O que será de mim quando chover?


Serei eu só uma poça no caminho?


Ou um céu nublado em meio ao entardecer?
César Henrique Kopp


 
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E essa saudade que eu sinto
Essa palavra que não adormece
Ressoando em meus ouvidos
Mesmo muda, me persegue

E essa angústia forte
E essa vontade intensa
De te ter mais uma noite
Antes que o som desapareça

 
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Eu preciso ir além
Das coisas em que acredito
E quebrar meus preconceitos
Começar a viver
Fugir um pouco de mim
Não ser assim, tão "perfeito"


Preciso valorizar a vida
Sentir um pouco de emoção
Sair dessa mesmice
Que me ataca todo dia
E me enche com a razão


Preciso da irracionalidade
Da loucura, da demência
De um pouco de aventura
Fugir da sanidade
E encontrar a tal loucura

 
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Você não pode escapar de si mesmo 
Não adianta procurar palavras para acalmar seu tormento 
Você pode se ouvir susurrando, mas não ouve meus gritos 
Vive em meio aos seus conflitos e esquece do meu sofrimento 

Seus problemas te perseguem 
E além de te machucar, também me atingem 
Pois somos só um corpo, uma alegria, uma dor 
Pois somos o amor, somos o fim e a origem 

A verdade pode ser devastadora 
Você se aperta em um canto tentando se entender 
Mas não se assute, venha cá e me dê sua mão 
Para tudo há uma razão, para tudo há um por quê
A cura para si mesmo está ao seu , diga algo que me acalme

Minha calma é sua calma
E juntos, superaremos
E derrotaremos
Todos os tormentos
Que afligem nossas almas

Por: César Kopp

 
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Fato é fato
Muitas vezes consumido
Se de fatos às vezes faço
Talvez seja só um suspiro
Talvez algo consumado

Se faço o que eu fiz
Fiz porque faria
Se não faço o que eu quero
Mora em casa agonia
 
Faço o fato acontecer
E, de fato, não sei por que fiz
Mas fazer algo de novo
Sempre deixa eu mais feliz
 
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Só uma lembrança pode abalar
As correntes que me prendem nesse chão
Incumbido de uma vida alienada
Em busca de um propósito, uma razão

E é a memória de criança
Que retoma o que há de belo
Na alegria de um olhar
E de um sorriso tão sincero

Queria esquecer de como é ser adulto
E voltar a olhar pra cima inocente
Tentando entender as coisas da vida
E porque tudo é tão diferente

E hoje vivo uma vida fria
Que ás vezes me ilude
Que me ameaça me entregar
A tão sonhada plenitude

 
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A fúria dos seus pecados
Cometidos em sã consciência
Fazem de minha demência
Teu servo, teu escravo


Pétalas do teu destino
Vão de encontro ao tormento
Eu, passando em um momento
De homem para menino


Caio de joelhos ao chão
Implorando uma carência
E de novo, essa demência
Corrompe meu coração
 
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Todos ônibus que aí estão

Rodando bem ligeiro,

Eles passarão.

Eu passageiro!

 
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Sua mente impura
Seu corpo profano
Me fazem dançar
Em ritmo insano

Trazendo a loucura
Que vibra em meu corpo
É essa luxúria
Que me deixa tão louco

Sua essência é um pecado
Que corrompe minha alma
Me gera um agrado
Que tanto me acalma

Sua boca voraz, macia
Que me morde, me pega
Me traz dores, alegrias
Quando seu ser se entrega

[Se...]

11/10/2009

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Se teu corpo fosse o céu
Eu seria as estrelas
Para ficar sempre ao seu lado

Se tua boca fosse um rio
Eu seria um peixe
E viveria a desfrutá-lo

Se sua vida fosse sofrimento
Eu seria a paz
Para poder curá-lo

Se você viver meu presente
Quero para sempre
Fazer parte do seu passado

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 Se teu sonho fosse eu
Eu seria o sono
Para nunca despertá-la

Se seus pensamentos são desconfiança
Prometo nunca desapontá-la

Se sua vontade for amor
Saiba que enquanto viver
Sempre irei amá-la
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